Estimativa do valor nutricional de subprodutos agroindustriais pelo uso da técnica de produção de gás

Elzânia Sales Pereira, Ivone Yurika Mizubuti, Edson Luis de Azambuja Ribeiro, José Neuman Miranda Neiva, Patrícia Guimarães Pimentel, Labib Santos Duarte, Greicy Mitzi Bezerra Moreno, Andréa Pereira Pinto, Marcus Roberto Goes Ferreira Costa, José Nery Rocha Júnior

Abstract


Os objetivos deste trabalho foram determinar as frações de carboidratos totais e estimar a taxa de digestão dos carboidratos não-fibrosos de subprodutos agroindustriais, utilizando a técnica de produção de gás. Os subprodutos agroindustriais avaliados foram: caju, maracujá, abacaxi, acerola, urucum e melão, sendo cada amostra incubada em quadriplicata. Após mistura minuciosa de todos os conteúdos, as garrafas foram colocadas em estufa a 39ºC e foram conectadas a um interruptor sensível à pressão, com uma válvula solenóide e uma haste de ventilação. As medições de pressão do gás foram feitas a 0, 3, 6, 12, 15, 18, 22, 26, 30, 34, 40, 48, 60, 72, 96 e 120 horas após a incubação. Espaços em branco e um padrão interno foram incluídos para permitir ajustes na variação entre as leituras. Houve grande variação na composição nutricional dos subprodutos agroindustriais, sendo que caju e urucum apresentaram os maiores teores de proteína (159.3 e 135.3 g/kg de matéria seca, respectivamente). Melão e caju apresentaram os menores valores de produção total de gás (9,60 e 12,85 mL, respectivamente); e urucum, abacaxi e maracujá apresentaram maiores volumes (32,80; 28,16 e 22,54 mL, respectivamente), sendo os maiores percentuais da fração B2 (64,27; 81,25 e 67,49%, respectivamente). Entre os subprodutos agroindustriais, abacaxi e urucum destacaram-se pela maior contribuição dos carboidratos fibrosos para produção de gás total, sendo a fração B2 a principal fonte de energia para o crescimento microbiano, que é degradada em um ritmo mais lento do que os carboidratos não-fibrosos.


Keywords


Carboidratos não-fibrosos; Cinética da degradação; Fibra em detergente neutro; Modelo bicompartimental.



DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0359.2013v34n1p391

Semina: Ciênc. Agrár.
Londrina - PR
E-ISSN 1679-0359
DOI: 10.5433/1679-0359
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