Crise socioambiental: perspectiva histórica e crítica da racionalidade moderna e dos meios de produção capitalista

Patrícia de Oliveira Rosa-Silva, Luiz Cláudio dos Santos Ferreira

Resumo


A crise socioambiental contemporânea emergiu à consciência humana em meados da década de 1960, e as discussões, em sua maioria, repercutem a respeito dos problemas sociais e ambientais que enfrentamos. Outros estudos e perspectivas relevam a historicidade na construção dos ideais e valores de nossa sociedade e, assim, aprofundam as discussões nos mostrando que os problemas são mais arraigados e possuem bases mais sólidas e estruturadas. O presente artigo trabalha a hipótese de que o sistema capitalista, fundamentado e desenvolvido à luz da racionalidade moderna, tem sido de fato o promotor das desigualdades sociais e da depredação dos ecossistemas em todo o planeta. E, além, no contexto das sociedades de risco, este sistema tem sido legitimado por meio de um discurso retórico de desenvolvimento sustentável. Para tal análise, é adotado o ensaio teórico como metodologia de pesquisa, de crivo crítico, político, que valoriza o ponto de vista dos autores e leitores e busca superar as relações de dominação, alienação e expropriação. A criticidade alcançada permite-nos afirmar que a racionalidade moderna e seu aglomerado de ideais de dominação, consoantes às demandas econômicas da Europa ocidental, culminaram, desde o século XV, no desenvolvimento de um sistema econômico extremamente prejudicial à vida planetária.


Palavras-chave


Crise socioambiental, Racionalidade Moderna, Capitalismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2318-9223.2017v5n2p3

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