Eventos adversos do ortostatismo passivo em pacientes críticos numa unidade de terapia intensiva

Gabriela Di Filippo Souza, Tatiane Falcão dos Santos Albergaria, Neillyana das Virgens Bomfim, Antônio Carlos Magalhães Duarte, Helena Maia Fraga, Bruno Prata Martinez

Resumo


Introdução: O ortostatismo passivo é um recurso para mobilização dos pacientes críticos que pode trazer benefícios, mas que também pode expor os pacientes a eventos adversos. Objetivo: Verificar a frequência e caracterizar os eventos adversos durante a utilização da prancha ortostática em doentes críticos em uma UTI. Métodos: Trata-se de um estudo analítico observacional transversal realizado numa UTI na cidade de Salvador, Bahia, no período de janeiro a dezembro de 2010. O protocolo e critérios de inclusão para o ortostatismo passivo estão descritos ao longo do artigo. Os eventos adversos foram enquadrados na classificação de severidade, como leve, moderado e severo, de acordo com a necessidade de intervenção médica adicional para estabilização. Resultados: Compuseram a amostra 38 pacientes, com idade média 80 ± 16 anos, APACHE II 13 ± 5, existindo predomínio de pacientes com problemas neurológicos na admissão (56,2%). Dentre as 57 intervenções de ortostase, houve apenas 1,7% de eventos adversos, devido perda de dispositivo (sonda nasoenteral). Vinte e oito por cento das intervenções foram interrompidas por alterações dos parâmetros fisiológicos, além dos limites considerados como seguros. Dentre essas ocorrências 10,5% foram hipotensão ortostática, 8,8% hipoxemia, 5,3% hipertensão e 3,5% taquicardia. O tempo gasto para transferência para ortostase foi 16 ± 5 minutos e o de permanência na posição 44 ± 15 minutos. Conclusão: A frequência de eventos adversos foi pequena durante o ortostatismo passivo e tiveram uma baixa complexidade, já que não necessitou de intervenções médicas adicionais para reversão.

Palavras-chave


Fisioterapia, unidade de terapia intensiva, segurança

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EISSN: 2177-9333