Consciência de classe e partido operário: alguns apontamentos da análise de George Lukács e Rosa Luxemburgo

Gustavo Casasanta Firmino

Resumo


O artigo pretende debater a sempre polêmica questão que gira em torno do marxismo, no que concerne à formação política da consciência de classe. Será tal consciência fruto da posição que a classe trabalhadora possui dentro do quadro estrutural, de uma dada sociedade, em determinado modo de produção e tempo histórico; ou antes, a consciência de classe somente pode ser pensada, quando construída teoricamente e advinda "de fora" da classe operária, por uma vanguarda partidária portadora da teoria? No limite, a primeira posição foi, por muitas vezes, denominada "espontaneísta" em contraposição à segunda, por vezes identificada enquanto "vanguardista". Para avançar do ponto de vista teórico e histórico nessa discussão, procurando superar a forma dicotômica de abordagem do tema, estabelecemos um diálogo com algumas das leituras feitas por Rosa Luxemburgo (1871-1919) e George Lukács (1885-1970), duas grandes referências teórico-políticas acerca da discussão proposta.


Palavras-chave


George Lukács; Rosa Luxemburgo; Consciência de classe; Organização política.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2011v16n1p309

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