Os indígenas e os ocidentais: buscando as diferenças através das semelhanças

Carmem Arias

Resumo


Com o presente artigo pretendemos apresentar algumas reflexões sobre aquela que pode ser chamada de "a singularidade humana", ou seja, a capacidade de simbolizar. Desta forma, ao estudarmos a questão, tentaremos demonstrar que há uma universalidade das mentes humanas e que é graças a essa semelhança psíquica que os homens desenvolvem suas capacidades simbólicas. Logo, tendo em vista que a semelhança entre os homens se encontra exatamente no poder que os mesmos têm de diferir, o nosso principal objetivo é chamar a atenção para o fato de que a diversidade cultural é algo característico da humanidade, e que, vale dizer, não existem raças superiores ou inferiores e sim culturas diferentes.


Palavras-chave


Capacidade de simbolização; Cultura; "Primitivos"; "Civilizados"; Sociodiversidade cultural indígena no Brasil; Noção de pessoa; Fabricação do corpo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.1999v4n1p28

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