O consumo como investimento: a teoria do capital humano e o capital humano como ethos

Osvaldo Javier López-Ruiz

Resumo


O artigo propõe discutir a diluição da fronteira conceitual entre “consumo” e “investimento”, argumentado que ela é uma peça fundamental para a compreensão do capitalismo na sua etapa atual e dos valores que orientam a sociedade contemporânea. Conceitos cunhados pela teoria do capital humano – teoria econômica dos anos 1960 – são difundidos hoje como valores que orientam a conduta dos indivíduos. Produz-se, assim, um deslocamento conceitual-valorativo do consumo para o investimento que permite inusitadas formas de “postergar satisfações consumindo agora”. A área difusa que é criada entre “consumo” e “investimento” ajuda a entender como a ética protestante do trabalho é reeditada numa “ética do trabalho empresarial”, isto é, do trabalho entendido em termos de “empreendimento” individual.

 

 

 


Palavras-chave


Valores sociais; Teoria do capital humano; Max Weber; Michel Foucault.

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Mediações - Revista de Ciências Sociais

Londrina - PR

ISSN: 1414-0543

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