Os movimentos anti-sistêmicos: conjuntura de lutas ou impasses políticos ideológicos?

Giane Alves de Carvalho

Resumo


Os chamados movimentos anti-sistêmicos vêm, segundo Wallerstein, se intensificando cada vez mais nos tempos atuais. As contradições, conflitos e tensões, frutos da hegemonia do capital, permitiram uma ressignificação dos movimentos sociais, visando articular novas lutas numa perspectiva mundial, ou seja, a globalização do capital possibilitou a globalização dos movimentos antisistêmicos. No momento em que os movimentos anti-sistêmicos são vistos como principal referência para a incessante luta contra o capital, questiona-se aqui, afinal, o que vem a ser um movimento anti-sistêmico. Apesar das evidências de seu surgimento, em que sentido é possível afirmar sua legitimidade? Nesta luta, quem é o verdadeiro inimigo? Desta forma, tem-se como objetivo discutir, sob uma abordagem crítica e reflexiva, uma breve evolução histórica dos movimentos antisistêmicos, as linhas conceituais, os rumos e impasses políticos ideológicos dos chamados movimentos anti-sistêmicos.


Palavras-chave


Movimentos anti-sistêmicos; Movimentos sociais; Globalização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2008v13n1/2p214

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