Solteira, sem filhos: menos que meia pessoa?

Eliane Gonçalves

Resumo


O não-casamento tem marcado a existência de mulheres em diferentes épocas e lugares. Exceto em contextos específicos de estímulo ao celibato, esta “condição” tem sido recorrentemente representada como falta essencial, anomalia social, jamais um caminho escolhido ou projeto de vida que pode ser vivido positivamente. Sob a lógica do familismo, que pressupõe o casamento e maternidade como lugares privilegiados de saúde e felicidade, a mulher não casada e não mãe é percebida como egoísta, solitária, infeliz, frustrada e insatisfeita, beirando à aberração. Neste artigo reflito sobre a relação entre maternidade como escolha e as convenções sociais ou normas de gênero que reputam as solteiras como menos que meia pessoa na escala de status social. O artigo é baseado em pesquisa realizada em uma metrópole brasileira nos anos 2000.

Palavras-chave


Gênero, maternidade, teoria social, família, feminismo.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2017v22n2p479

Direitos autorais 2017 Mediações - Revista de Ciências Sociais

Mediações - Revista de Ciências Sociais

Londrina - PR

ISSN: 1414-0543

EISSN: 2176-6665

Email: mediacoes@uel.br


Creative Commons License

 

Todos os artigos científicos publicados em mediacoes@uel.br estão licenciados sob uma Licença Creative Commons