A dinâmica de desigualdades e interseccionalidades no trabalho de mulheres da limpeza pública urbana: o caso das garis

Lourdes Maria Bandeira, Tânia Mara Campos de Almeida

Resumo


As características históricas do estado-nação brasileiro, a formação étnico-racial do seu povo e a modelagem da sociedade nos parâmetros modernos trouxeram particularidades às categorias sócio-profissionais. Algumas possuem distinções singulares entre homens e mulheres, são majoritariamente constituídas por grupos negros (pretos e pardos) com baixa escolaridade, respondem a fluxos migratórios internos no país, não acenam com ascensão social, têm direitos trabalhistas reduzidos e, por fim, são invisibilizadas socialmente. Ao mesmo tempo, estão ausentes das estatísticas econômicas, subsumidas das políticas de desenvolvimento e são pouco estudadas pela academia. Este texto é parte dos resultados da investigação sociológica sobre a categoria profissional “mulheres garis” (varredoras das ruas) do Distrito Federal (DF, Brasil). O texto analisa, a partir de dinâmicas e condições interseccionais de um ofício considerado abjeto e desvalorizado da perspectiva socioeconomicamente, profundas desigualdades com consequências diretas sobre as próprias trabalhadoras e as estruturas do mundo do trabalho.

Palavras-chave


Interseccionalidade; Desigualdade; Gênero; Raça; Trabalho.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2015v20n2p160

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