Conhecer os riscos, administrar a vida: aconselhamento genético entre a biopolítica e a sociedade de controle

Bruno Lucas Saliba de Paula, Yurij Castelfranchi

Resumo


Neste artigo, comparamos o modo de funcionamento do aconselhamento genético (AG) com as medidas eugênicas do século passado. Realizamos uma análise de materiais jornalísticos publicados no Brasil sobre o AG, além de uma discussão teórica sobre as configurações do biopoder num contexto biotecnológico. Concluímos que, enquanto a eugenia era exercida por Estados que disciplinavam as condutas individuais e regulavam as populações para “melhorar a raça humana”, o AG se aproxima da racionalidade da governamentalidade neoliberal e da sociedade de controle. Isso porque o AG se desenrola num contexto em que governo, mercado e especialistas modulam o campo de probabilidades e riscos aberto por indivíduos que, como “empreendedores de si mesmos”, precisam administrar seu capital genético e são tidos como clientes e acionistas, além de pacientes e cidadãos.


Palavras-chave


Aconselhamento genético; Eugenia; Biopoder; Sociedade de controle.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2015v20n1p151

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