Rastreando corpos, produzindo sexos: a inserção da hiperplasia adrenal congênita no teste do pezinho

Janaina Freitas, Paula Sandrine Machado

Resumo


O presente artigo busca refletir sobre o modo pelo qual as intersexualidades estão sendo produzidas e manejadas em um contexto em que as novas biotecnologias constituem ferramentas cruciais no processo de remodelação dos corpos e de produção de subjetividades. Para tanto, a partir de uma “etnografia de arquivo”, são analisados artigos científicos nacionais oriundos da área biomédica que abordam a triagem neonatal da Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), citada na literatura médica como a causa mais recorrente de intersexualidade, e sua inserção no Programa de Triagem Neonatal (Teste do Pezinho) no Brasil. Os resultados até então obtidos apontam para uma série de controvérsias em relação à inserção dessa condição nos programas de triagem, tais como um elevado número de casos “falso-positivos” e o fato de a mesma não representar necessariamente um risco à vida dos sujeitos (um dos critérios importantes para inclusão nas triagens).


Palavras-chave


Intersexualidade; Hiperplasia Adrenal Congênita; Gênero; Ciência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2015v20n1p130

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