Reflexões sobre o Movimento Passe Livre e outros "novos movimentos sociais"

Pablo Ortellado

Resumo


Em 6 de junho de 2013, o Movimento Passe Livre iniciou um protesto muito agressivo contra o aumento das tarifas de ônibus e metrô em São Paulo, Brasil. Em uma jornada de duas semanas, o movimento organizou seis protestos que bloquearam algumas das avenidas mais importantes de São Paulo. Após os protestos ganharem um caráter massivo (alguns excederam um milhão de pessoas), tanto a prefeitura quanto o governo do estado cederam e reduziram as tarifas. As mobilizações de junho foram horizontais, apartidárias e baseadas na ação direta. Esses eventos guardam semelhança com outras mobilizações recentes, como o Ocupe Wall Street e o Movimento 15M na Espanha, mas são diferentes em um importante aspecto: eles tinham apenas uma demanda - a redução de 20 centavos nas tarifas de ônibus e metrô. Essa demanda única permitiu ao movimento desenvolver uma estratégia clara e bem-sucedida, ao passo que conservaram a horizontalidade e a criatividade contracultural de outros novos movimentos. Na verdade, essa série de protestos pode ter propiciado com modelo para a coordenação de um interesse em processos que apontam estrategicamente para resultados específicos.

Palavras-chave


Movimento Passe Livre; Movimentos sociais; Contracultura; Protestos no Brasil.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2013v18n2p110

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