Associativismos de extrema direita na era pós 11 de setembro

Ana Tostes Paula Tostes

Resumo


Um mapeamento mais preciso das ações de "grupos de ódio", bem como a sua repressão, passou a ser incluído no tratamento estratégico de atos de terrorismo e de ameaça à segurança nos Estados Unidos nas últimas décadas, na mesma tendência do ocorrido em países europeus em função do crescimento da extrema direita e da xenofobia. Dois marcos cronológicos são fundamentais para compreender mudanças significativas na postura de autoridades norte americanas sobre a ação de "grupos de ódio", sejam eles supremacistas ou milicianos: os atentados de 11 de setembro de 2001 e a eleição de Obama em 2008. Este artigo procura contribuir para o entendimento, tanto da mudança de concepção de "terrorismo", quanto da identificação de efeitos desta mudança refletidos em novos enquadramentos de crimes de ódio e na classificação e mapeamento das ações de grupos extremistas norte americanos de direita.

 


Palavras-chave


Extrema direita; Intolerância; 11 de setembro; Supremacia branca; Xenofobia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2011v16n2p123

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