Leitura e letramento informacional na universidade: um hiato, um construto fragmentado ou um dilema?

Giordani Avila Reis, Adriana Bogliolo Sirihal Duarte

Resumo


Desde o surgimento da expressão information literacy no cenário educacional americano em 1974, observa-se as diferentes características que sua evolução e aplicação vêm sofrendo ao longo dos anos. O conceito foi trazido ao cenário nacional brasileiro em 2000 por Caregnato, que o traduziu como “alfabetização informacional”. Em que se pesem os diferentes nomes que o novo conceito ganhou por aqui, verdade é que sua significação e aplicação encontram dificuldades para cumprir seu propósito. A transposição do conceito para um cenário diferente daquele em que foi concebido originariamente deveria sopesar as diferentes realidades econômicas, sociais e educacionais. A leitura, que é um dos seus principais pilares, é, também, uma das principais barreiras que impedem sua aplicação plena no contexto brasileiro. A presente pesquisa revela que o problema da leitura acomete o indivíduo desde os níveis elementares de formação até a universidade, onde sua carência é visceralmente percebida. A indissociabilidade entre conceitos de alfabetização e letramento deveria possibilitar um estender de significações que garantisse a consecução do letramento informacional. Infelizmente, a realidade dos índices brasileiros mencionados neste artigo mostra a diferença entre desejo e realidade. Na verdade, os resultados observados revelam que há uma parte faltante nesta equação que o letramento informacional parece não comportar.  Ci


Palavras-chave


Alfabetização. Letramento. Letramento informacional. Leitura.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2017v22n3p136

  

Inf. Inf.

ISSN: 1981-8920 (versão somente online)

DOI: 10.5433/1981-8920

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