Alguns tratados sobre bibliotecas como fontes para a história da organização para a mediação da informação.

Giulia Crippa

Resumo


Introdução: Uma reflexão histórica sobre a natureza do campo da organização do conhecimento e da informação que desloca o foco de uma leitura tradicional da história de bibliotecas e bibliotecários em busca de um quadro crítico e comparativo das lógicas de mediação informacional

Objetivo: Percorrer um itinerário de estudo que se desenrola entre fontes mais ou menos conhecidas, quais a Bibliotheca Universalis de Gesner e o Reformed Librarie-Keeper de John Dury, propondo sua leitura e, às vezes, releitura, que revela etapas e momentos significativos na construção e no desenvolvimento das idéias que se produziram e materializaram em formas de procedimentos bibliográficos e biblioteconômicos voltados à mediação.

Metodologia: Uso de fontes e revisão crítica de literatura.

Resultados: O século XIX revela um afastamento de uma linha de raciocínio que envolve os bibliotecários e suas produções bibliográficas como construção colaborativa com os usuários em suas pesquisas e recuperação, lá onde os século XVI e XVII revelavam uma preocupação com as particularidades do sujeito conhecedor, mas, em primeiro lugar, suas maneiras, formas de adquirir o conhecimento.

Conclusões: Os estudos biblioteconômicos, através do estudo do passado em que bibliotecas e bibliotecários se inserem em um tecido social e cultural de produção e circulação do conhecimento, podem desenvolver um percurso que, voltado para a organização da informação descobre o peso que ela possui como elemento fundamental da mediação.


Palavras-chave


Biblioteconomia. Bibliografia. Conrad Gesner. John Dury.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2014v19n2p78



  

Inf. Inf.

ISSN: 1981-8920 (versão somente online)

DOI: 10.5433/1981-8920

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