A mediação cultural como categoria autônoma.

Edmir Perrotti, Ivete Pieruccini

Resumo


Introdução: Reflexão sobre a noção de mediação cultural,  como categoria teórica e operacional autônoma, definida em articulação permanente com as  da produção e da recepção culturais, considerados processos dinâmicos e complexos que regem a ecologia simbólica.

Objetivo: definir a mediação cultural como instância essencial dos processos de produção de sentido

Metodologia: estudo dos elementos constitutivos de uma experiência cultural autobiográfica,  relatada por Clarice Lispector no conto Felicidade Clandestina.

Resultados: a mediação cultural não é simples recurso de transferência de dados/informações, mero “canal” ou instância de apoio visando a criação de elos entre sujeitos.

Conclusão: A mediação cultural  é ato autônomo, com identidade e lógicas próprias, definidas em relação com as esferas da produção e da recepção de informação e cultura. Tal abordagem, assumindo modelo triádico (mediação-produção-recepção), rompe com compreensões dualistas e mecânicas dos campos da Informação e da Comunicação, mostrando-se heurística, posto que se compatível com a centralidade dos dispostivos de mediação cultural na atualidade.


Palavras-chave


Mediação cultural. Paradigmas culturais. Apropriação cultural.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2014v19n2p01

  

Inf. Inf.

ISSN: 1981-8920 (versão online)

DOI: 10.5433/1981-8920

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