Registros laborais nas bibliotecas universitárias federais: ética, política e acesso a informação

Ana Carolina de Souza Caetano, Geni Chaves Fernandes

Resumo


Introdução: O fazer bibliotecário também diz respeito aos registros de seus procedimentos laborais. Além da eficiência na administração e consistência do trabalho, eles dão transparência às diretrizes e escolhas realizadas e permitem a reavaliação periódica das ações. Autores clássicos, que conceituam o documento, enfatizam a importância do ato de documentar.

Objetivos: Mapear a existência de registros das políticas e ações laborais em bibliotecas de universidades federais brasileiras e indagar sobre os problemas éticos e falta de acesso à informação na sua ausência.

Metodologia: Mapeamento nos sítios das cinquenta e sete bibliotecas de universidades federais da disponibilização de registros oficiais contendo as políticas, planos, manuais, guias de usuários, regulamentos, dentre outros.

 Resultados: 57% das bibliotecas não disponibilizam nenhum tipo de registro. A maior oferta de diferentes documentos laborais encontra-se nas bibliotecas das regiões Sudeste e Sul. Mas, ainda assim, 41% delas não disponibiliza qualquer tipo de documento. A falta de transparência pode oportunizar injustiças e mesmo ações não éticas.

Conclusões: Nos motivos para não documentar, encontra-se a falta de diretrizes claras em documentos oficiais que norteiam a profissão e os bibliotecários universitários. Isto contradiz o princípio da lei de acesso à informação e se mostra incoerente a profissionais e instituições que teriam, teoricamente, obrigação primária de fazê-lo.

Palavras-chave


Acesso a informação; Políticas administrativas; Bibliotecas universitárias

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2015v20n3p433

  

Inf. Inf.

ISSN: 1981-8920 (versão somente online)

DOI: 10.5433/1981-8920

e-mail: infoeinfo@uel.br



Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional