O protagonismo indígena nas aulas de História: problemas e desafios no livro didático.

Francis Mary Soares Correia da Rosa

Resumo


Objetivamos nesse artigo um estudo ensaístico das possibilidades de implementação da lei 11.645/08 no que se refere à temática indígena nas aulas de história da educação básica, por meio de um estudo crítico ao livro didático de história e das categorias de análise presente na história indígena, a saber, resistência e do protagonismo. A escolha pelo conceito do protagonismo e resistência indígena como fio condutor surge diante de uma dupla necessidade enquanto professora, historiadora e filósofa: o primeiro passo é construir um viés crítico à imagem dos povos indígenas em um  dos livros didáticos de história aprovados no último PNLD/História-2018, historicizando às categorias de análise costumeiramente apresentadas  e, o segundo passo: estabelecer subsídios para se pensar criticamente a produção de um “vazio” discursivo no que se refere ao protagonismo e os movimentos de luta e resistência indígenas. Por meio de uma revisão bibliográfica crítica e relacional ao tema, optou-se por uma abordagem ensaística, porém fundamentada em uma revisão da literatura que aponta como principal suporte os estudos de Grupioni (2004), Munduruku (2009; 2012) e Santos e Felippe (2017), dentro outros. Espera-se contribuir para a ampliação sobre as discussões da implementação da lei 11.645/08 e o livro didático de história, assim como apontar subsídios para o ensino de história comprometido com essa demanda legal.


Palavras-chave


ensino de história; livro didático; lei 11.645/08

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2019v25n1p203

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