O Parque Indígena do Xingu e o Congo Belga: ensino de História e pluralidade cultural nos anos iniciais do Ensino Fundamental

Anna Maria Ribeiro Moreira da Costa

Resumo


Pretende-se socializar uma proposta didático-pedagógica para o ensino de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental desenvolvida no 7º semestre do curso de Pedagogia do Univag Centro Universitário de Várzea Grande, Mato Grosso, durante a disciplina de Teoria e Prática das Ciências Humanas: História. O livro infantojuvenil O rei e o menino índio, dos sertanistas Cláudio e Orlando Villas Bôas (1993), pertencente à Coleção Pachachá, Editora Kuarup, foi o ponto de partida. A história se passa em 1964 e descreve a convivência do menino índio Acanai e o rei Leopoldo III, durante sua estada em uma aldeia xinguana, com a finalidade de adquirir espécies vivas de peixes para estudos. O Congo, na África, também compõe o cenário da história porque Leopoldo III, filho de Alberto I e neto de Leopoldo II, herdou terras ao longo do rio Congo. As terras adquiridas por seu avô entre 1879 e 1884 foram exploradas com a extração de borracha e do marfim. No Estado Livre do Congo, como era denominado até 1908, o rei impôs ao povo colonizado um regime de trabalho escravo, de prisões, de assassinatos em massa, com milhares de vítimas. O suporte teórico adotado vincula-se às tramas históricas e, assim, formam um tecido interdisciplinar para divulgar fatos históricos, tendo o Parque Indígena do Xingu como cenário principal. O volume Pluralidade Cultural, pertencente aos Parâmetros Curriculares Nacionais, um dos Temas Transversais, consistiu na base para os debates sobre o papel dessa área curricular na formação dos alunos, bem como na realização de leituras críticas sobre a pluralidade cultural existente no Brasil.

 


Palavras-chave


Pluralidade Cultural. Parâmetros Curriculares Nacionais. Parque Indígena do Xingu. Congo Belga.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2016v22n2p33

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