História na Base Nacional Comum Curricular: déjà vu e novos dilemas no século XXI

Jean Carlos Moreno

Resumo


O presente artigo é fruto da mesa redonda “Base Nacional Comum Curricular”, realizada na abertura da III Jornada Paranaense PIBID/PET de História, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no dia 27 de novembro de 2015. O debate teve por objetivo contextualizar o processo de discussão da Base Nacional e tecer considerações a respeito do texto preliminar apresentado ao público em setembro de 2015. O texto preliminar, neste artigo e na mesa redonda, foi analisado do ponto de vista da seleção de conteúdos, da progressão, dos conceitos e da concepção de aprendizagem, buscando reforçar o papel do Ensino de História como mediador semiótico dos juízos morais que, situados socioculturalmente, orientam as ações humanas no mundo.


Palavras-chave


BNCC; Currículo; Ensino de História

Texto completo:

PDF

Referências


ANPED. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação. Moção Contrária à Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: http://www.anped.org.br/. Acesso em 20/01/2016. ANPUH-BRASIL - Associação Nacional de História. http://site.anpuh.org/. Acesso em 20/01/2016.

ANPUH-BRASIL - Associação Nacional de História. http://site.anpuh.org/. Carta de Repúdio à BNCC produzida pelo Fórum dos Profissionais de História Antiga e Medieval. Acesso em 20/01/2016.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: História. Brasília: MEC/SEF, 1998. 108 p.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio. Acesso em 20/01/2016.

BRASIL. Plano Nacional de Educação 2014-2024. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Brasília: Centro de Documentação e Informação. Coordenação Edições Câmara, 2014.

MAGNOLI, D.; BARBOSA, E. S. História sem tempo. O Globo online, 08/11/2015.

MAGNOLI, D.; BARBOSA, E. S. Proposta do MEC para ensino de história mata a temporalidade. Folha de São Paulo online. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/11/1703011-proposta-do-mecpara-ensino-de-historia-mata-a-temporalidade.shtml. Acessado em 20/01/2016

MOVIMENTO PELA BASE NACIONAL COMUM. http://movimentopelabase.org.br/. Acesso em 20/01/2016.

RIBEIRO, R. J. Postagem na rede social Facebook. 8 de outubro de 2015. VAINFAS, R. Nova face do autoritarismo. O Globo online, 05/12/2015. http://oglobo.globo.com/opiniao/nova-face-do-autoritarismo-18225777. Acessado em 20/01/2016

ALBUQUERQUE JR. D. M. Fazer defeitos nas memórias: para que servem o ensino e a escrita da história? In: GONÇALVES, M. de A.… [et al.] (Org.). Qual o valor da história hoje? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. p. 21-39.

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política. Ensaios Sobre Literatura e História da Cultura. Obras Escolhidas. São Paulo, Brasiliense, 1994.

BONDÍA, J. L. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação. n. 19. Jan/Fev/Mar/Abr 2002.

CANDAU, Vera Maria. Cultura(s) e Educação. Entre o crítico e o pós-crítico. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.

CARRETERO, M. Documentos de identidade: A construção da memória histórica em um mundo globalizado. Porto Alegre: Artmed, 2010.

CORDEIRO, J. F. A história no centro de debate: as propostas de renovação do ensino de História nas décadas de 70 e 80. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2000.

CUESTA FERNÁNDEZ, R. Sociogénesis de una disciplina escolar: La Historia. Barcelona: Pomares-Corredor, 1997.

GUIMARÃES. M. L. S. O presente do passado: as artes de Clio em tempos de memória. In: ABREU, M.; SOIHET, R.; GONTIJO, R. (Org.). Culturas políticas e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. p. 25-39.

LARROSA, J. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. 208p.

MIRANDA, D. S. Contemporaneidade Precária. In: NOVAES, Adauto (Org.). A Condição Humana: as aventuras do homem em tempos de mutações. Rio de Janeiro: Agir; São Paulo: Edições SESC SP, 2009. p. 7-8.

MORENO, J. C. História e Ensino Fundamental: formando os fundamentos. Anais do XI Encontro Regional da Associação Nacional de História, 2008.

MORENO, J. C. Quem somos nós? Apropriações e Representações Sobre a(s) Identidade(s) Brasileira(s) em Livros Didáticos de História (1971-2011). Jundiaí: Paco Editorial, 2014.

MORENO, J. C. Revisitando o conceito de identidade nacional. In: RODRIGUES, C. C.; LUCA, T. R. de; GUIMARÃES, V. (Org.). Identidades brasileiras: composições e recomposições. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014. p. 07-29.

MORENO, J. C.; RANZI, S. M. Avaliação em História nas Séries Iniciais. Curitiba, UFPR; Brasília: MEC, 2005.

RÜSEN, J. Aprendizagem histórica: esboço de uma teoria. In: RÜSEN, J. Aprendizagem histórica: fundamentos e paradigmas. Curitiba: W. A. Editores, 2011. p. 69-112.

RUSEN, J. Como dar sentido ao passado: questões relevantes de meta-história. História da Historiografia, n. 2, mar./2009, p. 163-209.

SCHMIDT, M. A.; BARCA, I.; MARTINS, E. R. (Org.). Jörn Rüsen e o ensino de História. Curitiba: Ed. UFPR, 2010. p. 51-78.

SIMAN, L. M. de C. Representações de Memórias Sociais Compartilhadas: Desafios para os Processos de Ensino e Aprendizagem da História. Cad. Cedes, Campinas, vol. 25, n. 67, p. 348-364, set./dez. 2005.

SPENGLER, O. A decadência do Ocidente: esboço de uma morfologia da História Universal. Rio de janeiro: Zahar, 1973.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1978.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2016v22n1p07

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.