O ensino de história e o protagonismo discente: desafios na Amazônia rondoniense

Adriane Pesovento, Denise Pereira Rodrigues, Janiny Kélvia Pisoler Hell

Resumo


A disciplina de História é geralmente vista como matéria de difícil entendimento por parte dos educandos. Tal constatação decorre do fato de que uma significativa parcela dos educandos não reconhece a relevância do estudo do passado num tempo presente repleto de informações e novidades. Para alguns analistas, esta situação decorre da falta de diálogo em sala entre docente e discente, bem como da ausência de conexão e problematização entre o passado estudado e o presente vivido, que influencia negativamente o processo de ensino-aprendizagem da história, visto que os estudantes continuam a percebê-la como uma  linha do tempo com sucessivos acontecimentos factuais apesar de toda a crítica a essa abordagem, na qual os fatos são narrados em ordem cronológica e de certo modo evolutiva. Para pensar possíveis abordagens metodológicas que transformem a percepção dos educando em relação à História ensinada, o presente estudo visa problematizar as questões observadas durante as atividades do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência – PIBID, realizadas no 7º ano do ensino fundamental da Escola E. E. F. e M. Cândido Portinari, no município de Rolim de Moura, na Amazônia rondoniense. A partir das informações levantadas com entrevistas semi-estruturadas e observações, procura-se refletir acerca da denominada perspectiva “tradicional” e das “novas” possibilidades metodológicas no fazer histórico em sala de aula. A perspectiva refere-se a pensá-las como posturas que valorizam a relação entre o passado e o presente por meio da história local e consequentemente possibilitem aos educandos se verem como sujeitos históricos.


Palavras-chave


Ensino de História. Ensino-aprendizagem. Programa de Iniciação à Docência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2016v22n2p189

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