Língua escrita e consciência histórica em produções de crianças e adolescentes

Maria Lima

Resumo


As concepções empiristas de aprendizagem no ensino de História centram-se, via de regra, na transmissão de fatos e conceitos por meio da exposição do conteúdo e dos exercícios de fixação. No ensino da língua escrita, privilegiam o domínio do código e da ortografia, centrando-se mais nas estruturas do que nos usos. Opondo-se a isso, o presente artigo traz alguns dos elementos envolvidos com a compreensão dos processos cognitivos presentes no desenvolvimento da consciência histórica e da competência narrativa, calcada nas reflexões de Vygotsky e Bakhtin sobre a relação palavra e consciência, e de Rüsen sobre a consciência histórica enquanto aprendizagem. O corpus da investigação foi constituído por 134 produções textuais de 67 estudantes (29 da 5ª série e 38 da 8ª série do Ensino Fundamental) de uma escola municipal de São Paulo, os quais foram convidados a escrever e reescrever um texto considerando uma problemática social.


Palavras-chave


Produção textual; Ensino de história; Consciência histórica; Didática da história.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2007v13n0p177

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