Ensino de geografia: alguns enfoques a partir do Messias e de casamentos

Cláudio Benito O. Ferraz

Resumo


Discutir o ensino de geografia hoje pressupõe discutir a elaboração do discurso científico e a própria idéia de ciência, principalmente as humanas. A crise do conhecimento científico leva a busca de novas linguagens produtoras de conhecimento, como a artística, a cotidiana, a mística entre outras, permitindo um diálogo entre esses saberes. Neste texto, o uso das metáforas analisadas por meio do ritual do casamento e do papel do Messias na construção da idéia de tempo e de ações alternativas, metáforas registradas por diversas expressões artísticas, como a literatura e a pintura, permitem uma ampliação do sentido de espaço para a geografia, aproximando esse conhecimento da realidade vivida por cada indivíduo na sociedade atual. O objetivo não é atingir uma verdade definitiva sobre o que é ensino de geografia nem o que é espaço e paisagem para a geografia, mas enriquecer os atuais sentidos destes termos e palavras, permitindo um conhecimento mais próximo da vida ao invés de imposto a esta. Saber dos limites das palavras e da lógica do discurso, ampliando o olhar geográfico com a leitura de imagens e outras formas de representações, é uma necessidade para a linguagem científica da geografia e para a humanidade, que necessita de análises geográficas voltadas para a vida humana e não para a exclusividade do poder.


Palavras-chave


Geografia; Ensino; Formação; Arte; Ciência

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2447-1747.2004v13n1p163

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