Homens confinados, espaços marcados

Gisele Victor Batista, Luiz Fernando Scheibe

Resumo


A Penitenciária Pública de Florianópolis foi inaugurada em 1930, como um instrumento higienicista utilizado em algumas cidades brasileiras no início do século passado. Atualmente ela abriga cerca de mil presos, divididos entre Presídio Masculino, Presídio Feminino, Ala de Segurança Máxima e o Hospital de Custódia. A convivência com os apenados, através de estágio curricular realizado na Escola Supletiva da ala masculina, sinalizou que há espaços marcados e que obedecem a uma sutil estrutura de poder. Apesar de cada ambiente ser constantemente policiado, estabelece-se, paralelamente ao poder carcerário, uma organização interna entre os detentos. Essa “sociedade do intramuros” possui líderes, leis e linguagens próprias, o que garante uma certa resistência às ordens da carceragem e uma identificação particular para cada território formado. As leis que regem os detentos estão além daquelas dos que os julgaram e isso só enfatiza a importância do espaço enquanto instrumento de exercício de poder.


Palavras-chave


Sistema Prisional, Territórios, Poder Paralelo

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2447-1747.2003v12n1p403

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