Considerações sobre a (Re)Produção do Espaço Urbano Periférico de Curitiba: uma análise do discurso preliminar da Nova Lei de Zoneamento da metrópole

Marina Roberta Padilha de Freitas, Ricardo Peixoto

Resumo


Por intermédio de uma superfície de toque entre Geografia Crítica e Linguística Aplicada, a proposta deste artigo é de refletir e tornar inteligíveis considerações preliminares a respeito de alguns dos elementos discursivos contidos na vinculação midiática da nova, e recém aprovada, Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo de Curitiba (2019), em substituição à lei do ano de 2000. Para tanto, foi atentado também à relação desse instrumento urbanístico com a produção do espaço urbano periférico, a fim de estabelecer uma análise crítica que visa à compreensão dos significados desse discurso e de suas materializações. Para isso, recorreu-se à análise do discurso crítica enquanto base para a reflexão crítica da produção do espaço urbano periférico, sob o viés de entendimento de como este se produz e como se planificam, por meio do Estado, os “desígnios” urbanísticos do uso da terra. Entende-se, assim, com ajuda de pesquisadores que discutem a (re)produção do espaço urbano, a questão urbana, o planejamento, o discurso de poder e a linguagem, embutidos no instrumento de ordenamento territorial, que este segue a mesma lógica de estruturação do espaço que postula o coletivo sem, no entanto, contemplá-lo de fato quando à materialidade do discurso, pois, trata-se de um discurso ideológico.

Palavras-chave


Planejamento;Zoneamento urbano;Discurso;Ideologia;Performatividade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2447-1747.2020v29n2p91

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