HERANÇA TRAUMÁTICA E ESQUECIMENTO: A METÁFORA DO ALZHEIMER COLETIVO EM AINDA ESTOU AQUI (2015)

Caroline Peres Martins, Walter Lúcio de Alencar Praxedes

Resumo


O resgate das barbáries do século do trauma perpassa pela memória dos segregados e excluídos, o que requer um novo conceito de história: a “contrapelo”, como postulou Walter Benjamin, a fim de denunciar que o presente se assenta sobre corpos e ruínas, catástrofes acerca da qual a literatura se propõe a versar. Neste sentido, aponta-se para a narrativa de memória Ainda estou aqui (2015), de Marcelo Rubens Paiva, onde a rememoração do narrador, por meio de memórias individuais e coletivas, pretende ressignificar o passado. Assim, a leitura da obra proposta se apoiará em autores como: Aleida Assmann; Maurice Halbwachs e Shoshana Felman.


Palavras-chave


Alzheimer; Memória; Trauma; Ditadura.

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Referências


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