Relações entre o insólito e o cômico em Belfagor, uma novela agradabilíssima, de Nicolau Maquiavel

Gabriel Both Borella, Maurício Cesar Menon

Resumo


As fronteiras entre o cômico e o insólito são, muitas vezes, instáveis. Neste artigo, as tensões entre esses dois elementos são expostas e explicadas a partir da análise do conto Belfagor, uma novela agradabilíssima, de Nicolau Maquiavel. Publicado no século XVI e inserido no período renascentista, o conto plasma em sua essência o sentimento da época: a transição do pensamento teocêntrico para o antropocêntrico. Para representar este cenário de mudanças, Maquiavel aposta em usar elementos e personagens insólitos/sobrenaturais para construir a comicidade no conto e, consequentemente, criticar uma sociedade que transitava entre o medieval e o moderno.


Palavras-chave


Cômico; Insólito; Maquiavel.

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