Voz infantil na linguagem visual de Suzy Lee

Luis Carlos Girão

Resumo


Reconhecendo o espaço cada vez maior que os livros-imagem vêm ganhando na produção literária para crianças e jovens, propomos realizar um exercício de retorno à “voz” infantil, apontada por Giorgio Agamben (2005) em Infância e história, analisando a linguagem visual produzida por Suzy Lee (2010) e impressa nas páginas duplas de Sombra. Essa linguagem, potencialmente significante, por não fazer uso de signos verbais, sugere uma polissemia de significações. Como suporte à nossa leitura dessa “voz”, em espaço semiótico da experiência de linguagem, mobilizaremos o basilar Matrizes da linguagem e pensamento, de Lucia Santaella (2005).

 


Palavras-chave


Linguagem visual; Sombra; Suzy Lee; Voz infantil.

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Referências


AGAMBEN, Giorgio. Infância e história: destruição da experiência e origem da história. Tradução: Henrique Burigo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.

BENJAMIN, Walter. A doutrina das semelhanças. In: ______. Obras escolhidas vol. 1: magia e técnica, arte e política: ensaios sobre a literatura e história da cultura. Tradução: Sérgio P. Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 108-113.

______. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. Apresentação, tradução e notas: Francisco A. P. Machado. Porto Alegre: Zouk, 2012.

LEE, Suzy. A trilogia da margem: o livro-imagem segundo Suzy Lee. Tradução: Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

______. Sombra. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

PALO, Maria J. A Voz significante na prosa: experiências da infância da linguagem. In: OLIVEIRA, Maria R. D.; PALO, Maria J. (Org.). Agamben, Glissant, Zumthor: Voz. Pensamento. Linguagem. São Paulo: EDUC, 2013. p. 33-57.

SANTAELLA, Lucia. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora, visual, verbal: aplicações na hipermídia. 3a ed. São Paulo: Iluminuras; FAPESP, 2005.


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