O SAGRADO E O PROFANO INDÍGENA E CRISTÃO EM GREEN GRASS, RUNNING WATER, DE THOMAS KING / NATIVE AMERICAN AND CHRISTIAN SACRED AND PROFANE IN GREEN GRASS, RUNNING WATER, BY THOMAS KING

Alba Krishna Topan Feldman, Célia Regina dos Santos, Geniane Diamante Ferreira Ferreira

Resumo


Este artigo tem por objetivo discutir como o sagrado e o profano são representados no romance <i>Green Grass, Running Water</i>, do autor de origem indígena da tribo Cherokee, Thomas King. O artigo analisará dois momentos da narrativa, nos quais aparecem as figuras de GOD/DOG, as personagens mitológicas indígenas <i>Changing Woman</i> (Mulher Mutante) e <i>First Woman</i> (Primeira Mulher), e as figuras bíblicas com quem elas interagem (Adão e Noé). Observa-se que o autor, em narrativa irônica e descontínua, mistura aspectos das mitologias indígena e judaico-cristã, enquanto subverte e questiona as figuras religiosas de ambas as tradições, utilizando-se das características do <i>trickster</i> Coiote.

This article aims at discussing how the sacred and the profane are represented in the novel <i>Green Grass, Running Water</i>, by the Native American author from Cherokee tribe, Thomas King. The article analyses two moments in this narrative, where the figures of GOD/DOG, the mythological indigenous characters Changing Woman and First Woman, and the biblical characters with whom they interact (Noah and Adam) appear. We observe that the author, by using an ironic and fragmented narrative, mixes aspects from both indigenous and Judeo-Christian mythologies, while subverts and questions religious characters from these traditions, by using the Coyote trickster’s features.


Palavras-chave


mitologia indígena; tradição judaico-cristã; subversão; <i>trickster.</i> / indigenous mythology; Judeo-Christian tradition; subversion; trickster.

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