Surrealismo-abjecionismo em Portugal: Apontamentos para a análise de uma experiência crítica de marginalidade radical

Rui Sousa

Resumo


Neste texto procuraremos refletir acerca do SurrealismoAbjecionismo em Portugal enquanto expressão de uma forma radical de marginalidade, por constituir simultaneamente uma manifestação de vanguarda, uma deriva periférica do movimento surrealista internacional, um esteio de recusa absoluta no quadro sócio-político português seu contemporâneo e um complexo fenómeno de interação entre diferentes individualidades artísticas reunidas sobretudo por um ideal de revolta e de reflexão sobre as relações entre centro e margem no contexto da tradição cultural portuguesa.


Palavras-chave


Surrealismo; Abjecionismo; Vanguarda; Marginalidade.

Texto completo:

PDF

Referências


BALANDIER, Georges. Le désodre: éloge du mouvement. Paris: Fayard, 1988.

BARRENTO, João. A espiral vertiginosa. Ensaios sobre a cultura contemporânea. Lisboa: Vega, 2001.

BARTHES, Roland. Na vanguarda de que teatro? In: Ensaios críticos. Tradução: António Massano e Isabel Pascoal. Lisboa: Edições 70, 2009, pp. 91-94.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e ambivalência. Tradução: Marcus Penchel. Lisboa: Relógio d’Água, 2007.

CALINESCU, Matei. As cinco faces da Modernidade: romantismo, vanguarda, decadencia, kitsch, pós-moderno. Tradução: Jorge Teles de Menezes. Lisboa: Vega, 1999.

CASTRO, E. M. de Melo e. Essa crítica louca. Lisboa: Moraes, 1981.

________. As vanguardas na poesia portuguesa do século XX. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1987.

CESARINY, Mário. Contribuição ao registo de nascimento, existência e extinção do Grupo Surrealista de Lisboa. Lisboa: [s.n.], 1974.

________. (org). Três poetas do Surrealismo. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1981.

________. As mãos na água, a cabeça no mar. Lisboa: Assírio & Alvim, 1985.

________. A Intervenção Surrealista. 2 ed. Lisboa: Assírio & Alvim, 1997.

FORTE, António José. Uma faca nos dentes. Lisboa: Parecia A. M. Pereira, 2003.

FRANCO, António Cândido. Notas para a compreensão do Surrealismo em Portugal. Évora: Licorne, 2013.

GALHÓS, Cláudia. Entrevista a Mário Cesariny: memórias do surrealismo em Portugal. Apeadeiro, n. 2, Primavera 2002, pp. 6-20.

GEORGE, João Pedro. O que é um escritor maldito? Estudos de sociología da literaturaLisboa: Verbo, 2013.

GONÇALVES, Eurico. Surrealistas Portugueses. Ocultação quase total. Diário de Notícias, Suplemento Cultura/Plásticas, 23 junho 1994, p. 14.

GUIMARÃES, Fernando. A poesia contemporânea e o fim da modernidade. Lisboa: Caminho, 1989.

MARTINHO, Fernando J. B. Tendências dominantes da poesía portuguesa da década de 50. 2 ed. Lisboa: Colibri, 2013.

MACEDO, Helder e E. M. de Melo e Castro. Contemporary portuguese poetry. Manchester: Carcanet, 1978.

MOISÉS, Carlos Felipe. O desconcerto do mundo. Do Renascimento ao Surrealismo. São Paulo: Escrituras Editora. 2001.

PACHECO, Luiz. O que é um escritor maldito? In: Memorando, mirabolando. Lisboa:Contraponto, 1995, pp. 55-71.

PAZ, Octavio. Los hijos del limo. Del romanticismo a la vanguardia. Barcelona: Seix Barral, 1974.

PETRUS. Os Modernistas portugueses – escritos públicos, proclamações e manifestos, vol. III. Dos Independentes aos Surrealistas. Porto: C.E.P., 1960.

ROSA, António Ramos. Poesia liberdade livre. 2 ed. Lisboa: 1986.

SARAIVA, Arnaldo. Literatura marginalizada. Porto: [s.n.], 1975.

________. Literatura marginalizada: novos ensaios. Porto: Árvore, 1980.

TCHEN, Adelaide Ginga. A aventura surrealista: o movimento em Portugal do casulo à transfiguração. Lisboa: Colibri, 2001.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Estação Literária
Londrina/ PR
ISSN: 1983-1048
E-mail: estacaoliteraria@uel.br