A PROFANAÇÃO DOS DIPOSITIVOS EM GIORGIO AGAMBEN / THE PROFANATION OF THE DISPOSITIVES IN GIORGIO AGAMBEN

Mauro Rocha Baptista

Resumo


O objetivo deste artigo é apresentar a necessidade de profanar o dispositivo. Com essa intenção discute-se esse conceito a partir das indicações de Foucault e de Agamben procurando frisar sua violência/poder de constituir e de manter em oposição à interna, embora recalcada, violência/poder de revolucionar, características exploradas a partir do conceito de Gewalt de Benjamin. A revolução, como uma profanação, é uma ação que permite reassumir o uso comum das coisas que foram apossadas pelo dispositivo. Associa-se essa necessária profanação revolucionária com o lúdico e com a reinterpretação constante que devem caracterizar a relação do homem com a literatura. 


The aim of this article is to present the necessity of profaning the dispositive. In order to do so, we discuss that concept from Foucault’s and Agamben’s indications, highlighting its violence/power of constituting and maintaining opposition to the internal, although depressed, violence/ power of revolution, explored from Benjamin’s concept of Gewalt. The revolution, as a profanation, is an action which allows reassuming the common use of the things which were taken by the dispositive. This necessary profanation is associated with the ludic and the constant reinterpretation that characterize the relation of the men with the literature.


Palavras-chave


profanação; dispositivo; Giorgio Agamben; violência/poder. profanation; dispositive; Giorgio Agamben; violence/power.

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Referências


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