Uma leitura da China em "Chineses e japoneses" e O mandarim de Eça de Queirós

José Carvalho Vanzelli

Resumo


No final do século XIX, a China foi figura constante em artigos de jornal e na literatura europeia. A política imperialista europeia na Ásia e a emigração de trabalhadores chineses a diversas partes do mundo ajudaram a desenhar uma caracterização dos filhos do Império do Meio no imaginário europeu. Neste artigo, intencionamos identificar como Eça de Queirós (1845-1900), que nunca esteve na China, mas teve contato com chineses quando viveu em Cuba, caracterizou este povo em seus textos. Para tanto, vamos analisar comparativamente dois textos: um artigo de jornal, intitulado “Chineses e Japoneses” (1894) e a novela O Mandarim (1880).

 


Palavras-chave


Orientalismo; Emigração Chinesa; Imperialismo; Literatura Portuguesa Oitocentista.

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