Imagens no espelho: Machado de Assis, Guimarães Rosa e José J. Veiga

Priscila Ligoski

Resumo


Esse artigo realiza uma leitura da representação do espelho nos contos homônimos de Machado de Assis, Guimarães Rosa e José J. Veiga, a fim de evidenciar a dicotomia entre instrumento do autoconhecimento e de afirmação da vaidade. Dessa forma, no conto de Machado, o autoconhecimento conclui o caráter dominante da alma exterior. Rosa desenvolve o resgate do ser escondido atrás das máscaras da aparência, a definição da identidade pela alma interior. J. J. Veiga, por sua vez, desloca o foco narrativo para o objeto, mostrando-o capaz de revelar a alma interior. Logo, considera-se que o espelho expõe o desdobramento do sujeito entre corpo e consciência de si.

 


Palavras-chave


Espelho; Aparência; Alma exterior; Alma interior.

Texto completo:

PDF

Referências


ASSIS, Machado de. Papéis Avulsos. 2 ed. São Paulo: Editora Martin Claret Ltda, 2006.

BARROS, Kellen Dias de. Sermões vieirianos: uma ferramenta teológico-cristã. XI Congresso Internacional da ABRALIC (2008) USP – São Paulo, Brasil.

BOSI, Alfredo. A máscara e a fenda. In: Machado de Assis: O enigma do olhar. São Paulo: Ed. Ática, 2000.

FERREIRA, Agripina Encarnacíon Alvarez. Dicionário de imagens, símbolos, mitos, termos e conceitos Bachelardianos. Londrina: EDUEL, 2008.

LURKER, Manfred. Dicionário de simbologia. São Paulo: M. Fontes, 1997.

ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.

VEIGA, José Jacinto. Objetos Turbulentos: contos para ler à luz do dia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.

VIEIRA, Antônio. Sermão do Demônio mudo. In: ______. Os Sermões. São Paulo: Melhoramentos, 1963.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Estação Literária
Londrina/ PR
ISSN: 1983-1048
E-mail: estacaoliteraria@uel.br