Manoel de Barros: as representações do eu e a celebração do nada

Rosidelma Pereira Fraga

Resumo


Neste artigo, elegem-se como objetivos fulcrais examinar as categorizações do sujeito poético e refletir sobre a epifania do nada na lírica de Manoel de Barros (2010). Para averiguarmos o sujeito lírico, utilizaremos os pressupostos, a saber: Hegel (1997-2007), Dominique Combe (1999), Michael Collot (2004), Wladimir Krysinski (2007) e Michael Hamburger (2007), a fim de refletirmos sobre as incidências multifacetadas do eu-lírico no texto poético. Ainda com objetivo de ponderarmos a imagem do elevado e do baixo, basear-nos-emos na obra História da feiúra, de Umberto Eco (2007), na estética do feio adotada por Hugo Friedrich (1991) e na dicção impura do ensaio Musa morena moça, de José Guilherme Merquior (1980).

 


Palavras-chave


Sujeito; Lírica; Sublime; Manoel de Barros.

Texto completo:

PDF

Referências


ADORNO, Theodor. Lírica e sociedade. In: BENJAMIN, W. et al. Textos escolhidos. Col. Os pensadores. Trad. José Lino Gru?newald et al. São Paulo: Abril Cultural, 1993. p. 194-208. (Coleção Os Pensadores).

AMARAL, Fernando Pinto do. Mosaico fluido: modernidade e pós-modernidade na poesia portuguesa mais recente. Rio de Janeiro: Assírio & Alvim, 1991, p. 37-52.

BARROS, Manoel de. O guardador de águas. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 1989.

________. Gramática expositiva do chão: poesia quase toda. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990.

_______. O livro das ignorãças. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1994.

_______. Poemas rupestres. In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Leya, 2010.

_______. Ensaios fotográficos. In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Leya, 2010.

BLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

CEZAR, Pedro. "Só dez por cento é mentira: a desbiografia oficial de Manoel de Barros". Filme longa-metragem. Petrobras. Jornal O globo. Folha de São Paulo, 2009.

COLLOT, Michael. O sujeito lírico fora de si. Trad. Alberto Pucheu. Revista terceira margem. Rio de Janeiro, Ano VIII, n. 11, 2004, p. 175-177.

COMBE, Dominique. La referencia desobrada: el sujeto lírico entre la fición e la autobiografía. Trad. Angel Abuin Gonzalez. In: ASEGUINOLAZA, F. C. (Org.). Teorias sobre la lírica. Madrid: Arco/Livros, 1999. p. 127-133.

ECO, Umberto. O feio hoje (capítulo XV). In: História da feiúra. Trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Record, 2007, p.421-439.

FRAGA, Rosidelma. Conversando com Manoel de Barros. In: Convergências e tessituras: Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto e Corsino Fortes. Rio de Janeiro: CBJE, 2010, p.216-225.

FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. Trad. Marise Curioni. São Paulo: Duas Cidades, 1991.

FRYE, Northrop. Anatomia da crítica. São Paulo: Cultrix, 1973.

HAMBURGER, Michael. A verdade da poesia. Trad. Alípio Correia de Franco Neto. Rio de Janeiro: Cosac Naify: 2007.

HEGEL, George. Curso de estética: o sistema das artes. Trad. Álvaro Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

___________. O belo na arte. Trad. Orlando Vitorino. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

KRYSINSKI, Wladimir. Questões sobre o sujeito e suas incidências no texto literário. In: Dialéticas da transgressão. Trad. Inácio Antônio Reis. São Paulo: Perspectiva, 2007.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Estação Literária
Londrina/ PR
ISSN: 1983-1048
E-mail: estacaoliteraria@uel.br