O peregrino, o andarilho e a poesia de Manoel de Barros

Luciene Lemos de Campos, Rauer Ribeiro Rodrigues

Resumo


As figuras do andarilho e do peregrino são constantes na poesia de Manoel de Barros. Este estudo percorre a construção dessas figuras, evidenciando os efeitos de sentido que o poeta constrói com tal evocação. Entendemos haver duplo movimento: a figura marginalizada do andarilho é deificada para, em seguida, surgir paradoxalmente laicizada, embora como peregrino. Desse modo, o poeta ressalta a opção por eleger, como motivo de sua ars poetica, o inútil e o descartável, e de elogiar seres miúdos desprezados pela sociedade.

 


Palavras-chave


Manoel de Barros; Personagem; Poesia Brasileira.

Texto completo:

PDF

Referências


BARROS, Manoel de. O guardador de águas. Rio de Janeiro: Record, 1989. 71 p.

________. Gramática expositiva do chão (Poesia quase toda). 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. 343 p.

________. Livro de Pré-Coisas: roteiro para uma excursão poética no Pantanal. 2 ed. Rio de Janeiro: Record, 1997. 94 p.

________. Livro sobre nada. 8 ed. Rio de Janeiro: Record, 2000a. 85 p.

________. O tema da minha poesia sou eu mesmo. Jornal do Brasil, caderno Idéias, 2000b. Entrevista a André Luís Barros. Disponível em:

, acesso em: 05 maio 2008.

________. O livro das ignorãças. 10 ed. Rio de Janeiro: Record, 2001a. 104 p.

________. Matéria de poesia. 5 ed. Rio de Janeiro: Record, 2001b. 69 p.

________. Memórias Inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003. XVI poemas.

________. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004. 75p.

________. Poemas concebidos sem pecado. 4 ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. 78p.

________. Manoel de Barros se considera um songo, parte II. Overmundo, 2006 (Postado em 11 dez. 2006). Entrevista a Cláudia Trimarco. Disponível em:

, acesso em: 10 maio 2008.

BATISTA, Orlando Antunes. Lodo e Ludo em Manoel de Barros. Rio de Janeiro: Presença, 1989. 110 p.

BÉDA, Walquíria Gonçalves. Traços autobiográficos em Manoel de Barros – A construção poética de si mesmo. In: SANTOS, Rosana Cristina Zanelatto (Org). Nas trilhas de Barros. Campo Grande: UFMS, 2009, pp. 117-133.

CAMPOS, Luciene Lemos de. A mendiga e o andarilho: a recriação poética de figuras populares nas fronteiras de Manoel de Barros (Dissertação – Mestrado, Estudos

Fronteiriços). Corumbá, MS: CPAN/UFMS, 2010. 154 f.

CASTRO, Afonso. A poética de Manoel de Barros (Dissertação – Mestrado em Literatura). Brasília: UnB, 1991. 192p.

CHEVALIER, Jean ; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Trad. Vera da Costa e Silva e outros. 17 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002. 996 p.

CRUZ, Wânessa Cristina Vieira. Iluminuras: imaginação criadora na obra de Manoel de Barros (Dissertação – Mestrado em Estudos Literários). Belo Horizonte, MG: Faculdade de Letras da UFMG, 2009. 136 fls. Disponível em:

, acesso em: 28 fev. de 2010.

GRÁCIA-RODRIGUES, Kelcilene. De corixos e de veredas: a alegada similitude entre as poéticas de Manoel de Barros e de Guimarães Rosa (Tese – Doutorado, Estudos Literários). Araraquara: Faculdade de Ciências e Letras, UNESP, 2006. 312 f.

PESSOA, Fernando. Poesia. Org. Adolfo Casais Monteiro. 6 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1974. 125 p. (Nossos Clássicos, 1).

ROSSONI, Igor. Fotogramas do imaginário: Manoel de Barros. Salvador: Vento Leste, 2007. 173 p.

SILVA, Kelcilene Grácia da. A poética de Manoel de Barros: um jeito de olhar o mundo (Dissertação – Mestrado em Letras). Assis: UNESP, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, 1998. 243 f.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Estação Literária
Londrina/ PR
ISSN: 1983-1048
E-mail: estacaoliteraria@uel.br