Álvaro de Campos, José Régio e Miguel Torga: do olhar absoluto para o olhar relativo

Alexandre de Melo Andrade

Resumo


Propomo-nos a uma análise de três poesias do início do século XX em Portugal: “Lisbon Revisited (1923)”, de Álvaro de Campos; “Cântico Negro”, de José Régio; e “Livro de Horas”, de Miguel Torga. Os três poetas têm em comum o tema do olhar relativo sobre a existência, em contraposição ao olhar absoluto. As poesias, opondo a consciência individual à submissão coletiva, refletem sobre a condição humana, ora por via da negação dos sistemas pré-determinados, ora pela auto-afirmação incisiva e pela constatação da liberdade de escolha. A partir do ponto de vista individual, chega-se a um grau de consciência que leva o eu pensante de cada poesia à excentricidade e ao isolamento.

 


Palavras-chave


Álvaro de Campos; José Régio; Miguel Torga; Olhar relativo.

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Referências


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