O gênero “debate regrado” no espaço escolar

Davidson Wagner da Silva, Adriane Teresinha Sartori

Resumo


O presente artigo analisa uma experiência de ensino com o gênero debate regrado, aplicada em uma turma de 3º ano do ensino médio na periferia de Contagem, em Minas Gerais, no ano de 2013. A análise, de natureza qualitativo-interpretativista, fundamenta-se, principalmente, nos estudos de Dolz, Schneuwly e Pietro (2004), de Pereira e Neves (2012) e de Palma e Cano (2012) e visa contribuir para o avanço teórico-metodológico das questões relacionadas ao ensino de gêneros formais públicos orais, sobretudo no espaço da sala de aula, local em que ainda é desafiante implementar estratégias para um trabalho com a linguagem que conjugue oralidade e escrita. São avaliadas, além disso, as implicações linguísticas, pedagógicas e sociais resultantes dessa experiência. Os resultados foram positivos e mostram que, embora exigente, o estudo do gênero em questão pode contribuir, significativamente, para ampliar as percepções acerca do tênue limite entre fala e escrita formais, da formulação de pontos de vista e de argumentos, de modo autoral, bem como do reconhecimento do aluno como sujeito social, do qual se espera que se posicione frente às questões para agir.

Palavras-chave


Debate regrado; oralidade; escrita; ensino de Língua Portuguesa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1519-5392.2016v16n2p153



Revista Entretextos

Pós-Graduação em Estudos da Linguagem

Universidade Estadual de Londrina

Londrina - PR

ISSN: 1519-5392

 

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