“NEGUINHO E KIKA”: (RE)SIGNIFICAÇÕES AUDIVISUAIS

Milena Regina da Silva, Letícia de Andrade, Allan Henrique Gomes

Resumo


Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa que teve como objetivo a análise de um filme de curta metragem Neguinho e Kika. O filme conta a história de Neguinho, um jovem trabalhador do tráfico de drogas, que vive um amor em meio aos dramas da vida. Para pensar o filme e as relações estéticas a partir da obra, tomamos como interlocutor o filósofo Jacques Rancière. A análise foi orientada pelo paradigma indiciário, método de investigação que se atenta aos detalhes das narrativas, cenários e atuações. As cenas escolhidas para análise têm em comum a presença de instituições que, de certa maneira, (des)ordenam a vida na comunidade: o estado, a família e o tráfico. Compreendemos, a partir de nossa análise, que o filme mostra sua potência nas relações que estabelece, além do que é visível e dizível, no fazer sentir e pensar para além do que o autor nos apresenta.


Palavras-chave


Audiovisual; Psicologia; Estética; Paradigma Indiciário.

Texto completo:

PDF

Referências


Da Ros, S. Z. (2006). Imagem, discursos e dialogismo: Questões metodológicas. In S. Z. Da Ros, K. Maheirie, & A. V. Zanella, Relações estéticas, atividade criadora e imaginação: Sujeitos e (em) experiência. Florianópolis, SC: NUP/CED/UFSC.

Dayrell, J. T. (2002). O rap e o funk na socialização da juventude. Educação e Pesquisa, 28(1), 117-136. doi:10.1590/S1517-97022002000100009

Feffermann, M. (2006). Vidas Arriscadas: O cotidiano de jovens trabalhadores do tráfico. Petrópolis, RJ: Vozes.

Feffermann, M. (2008). O cotidiano de jovens trabalhadores do tráfico. Segurança Urbana e Juventude, 1(2), 1-14.

Ginzburg, C. (1987). O queijo e os vermes: O cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela inquisição. (M. B. Amoroso, Trans.). São Paulo, SP: Companhia das Letras.

Góes, M. C. R. (2000). A abordagem microgenética na matriz histórico-cultural: Uma perspectiva para o estudo da constituição da subjetividade. Cadernos Cedes, 20(50), 9-25. doi:10.1590/S0101-32622000000100002.

Gomes, A. H. (2016). Mediação audiovisual e atividade imagética: Um encontro com trabalhadoras no campo da desigualdade social. (Tese de Doutorado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

Machado, F. V. (2013). Subjetivação política e identidade: Contribuições de Jacques Rancière para a psicologia política. Psicologia Política, 13(27), 261-280.

Moreira, A. C. G., Vilhena, J., Cruz, A. T. A., Novaes, J. V. (2009). Quem tem medo do lobo mau? Juventude, agressividade e violência. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 12(4), 677-697. doi:10.1590/S1415-47142009000400005

Mostaço, E. (2010). Da arte de quebrar pedras ou a cena da emancipação. Urdimento – Revista de Estudos em Artes Cênicas, 1(15), 11-19.

Oliveira, S. R. R. (2006). Imagem também se lê. In S. Z. Da Ros, K. Maheirie, & A. V. Zanella. Relações estéticas, atividade criadora e imaginação: Sujeitos e (em) experiência. Florianópolis: NUP/CED/UFSC.

Pallamin, V. (2010). Aspectos da relação entre o estético e o político em Jacques Rancière. Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, 12(2), 6-16. doi:10.11606/issn.1984-4506.v0i12p6-16

Penafria, M. (2009). Análise de Filmes: Conceitos e metodologia(s). VI Congresso SOPCOM. Recuperado de http://www.bocc.ubi.pt/pag/bocc-penafria-analise.pdf

Ramos, P. H. V. (2012). Rancière: A política das imagens. Princípios Revista de Filosofia, 19 (32), 95-107.

Rancière, J. (2009). A partilha do sensível: Estética e política (M. C. Netto, Trans.). São Paulo, SP: Editora 34. (Trabalho original publicado em 2005).

Rancière, J. (2012). O espectador emancipado (I. C. Benedetti, Trans.). São Paulo, SP: Editora WMF Martins Fontes.

Rancière, J. (2011). O que significa Estética. (R. P. Cabral, Trans.). Projeto Ymago. Recuperado de: http://cargocollective.com/ymago/Ranciere-Txt-2

Rancière, J. (2015). O mestre ignorante: Cinco lições sobre a emancipação intelectual. (L. Valle, Trans.). Belo Horizonte, MG: Autêntica. (Trabalho original publicado em 1987).

Rancière, J. (2010). O espectador emancipado. (D. Ávila, Trans.). Urdimento – Revista de Estudos em Artes Cênicas, 2(15), 107-122.

Souza, R. S. R. (2012). Juventude, violência e direitos humanos. In L. C. B. Rena (Ed.), Juventude em Movimento: Uma experiência de extensão universitária a partir do IV JUBRA (p. 177-196). Belo Horizonte, MG: Ed. PUC Minas.

Takeuti, N. M. (2012). Paradoxos societais e juventude contemporânea. Estudos de Psicologia, 17(3), 427-434. doi:10.1590/S1413-294X2012000300011

Vanoye, F. (2012). Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas, SP: Papirus.

Vigotski, L. S. (1994). A formação social da mente: O desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. (J. C. Neto, L. S. M. Barreto, & S. C. Afeche, Trans.). São Paulo, SP: Martins Fontes.

Zanella, A. V. (2004). Atividade criadora, produção de conhecimentos e formação de pesquisadores: Algumas reflexões. Psicologia & Sociedade, 16(1), 135-145. doi:10.1590/S0102-71822004000100011




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2019v10n2p159

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Estud. Interdiscip. Psicol.
E-mail: revistaeip@uel.br
E-ISSN: 2236-6407
DOI: 10.5433/2236-6407 

 


Esta obra está licenciada com uma licença Creative Commons Atribuição-Não comercial 4.0 Internacional.