Produção audiovisual do artista goiano Paulo Fogaça

Rosane Andrade de Carvalho

Resumo


Fotografia, vídeo, fotocópia, fax, computador e audiovisual - slides sincronizados a sons de fitas cassetes - foram alguns meios, pautados na imagem técnica, apropriados por alguns artistas brasileiros na década de 1970 no Brasil. Destaco neste artigo três audiovisuais produzidos pelo artista goiano Paulo Fogaça (1936 - ): Bichomorto, Hieróglifos e Campo Cerrado. O objetivo é apontar para o diálogo entre as imagens constituintes de tais audiovisuais com o momento artístico, imerso em pesquisas experimentais, tanto imagéticas como sonoras e, ainda com o político, que foi o da ditadura militar. Destaco a presença recorrente da imagem do arame farpado como elemento discursivo do contexto cerceador que pairava sobre a sociedade brasileira daquela época, tanto por suas qualidades físicas, como objetivas, ou seja, de uso.


Palavras-chave


audiovisual; Experimentalismo; Ditadura militar.

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Referências


CARVALHO, Rosane A. Paulo Fogaça: o artista e seu tempo. Goiânia: Editora UFG, 2012.

MORAIS, Frederico. Audiovisuais. In: FERREIRA, Glória (Org.). Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2006. p. 391-394.

PARENTE, André; PARENTE, Lucas. Passagens entre fotografias e cinema na arte brasileira. Rio de Janeiro: +2 Editora, 2015.

Catálogos de Exposições

Exposição Áudio-visuais – Frederico Morais. Museu de Arte Moderna de São Paulo. 12 jun. a 23 jun. 1973.

Exposição Campo Cerrado. Museu de Arte e de Cultura Popular. Universidade Federal do Mato Grosso. 16 out.1979.

Exposição Expo-Projeção 73. Som, Audiovisual, Super 8, 16mm. São Paulo. Jun.1973.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-9126.2018v12n23p6

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