A trans-memória das imagens, sentir o tempo e inquietar-se: o caso Sonderkommando

Cristina Susigan

Resumo


Se a memória se constituiu, desde o seu início, como um terreno privilegiado da história, ela não é menos importante para outras áreas do pensamento, como as artes. Se a história a utilizou e a integrou como um dos seus conceitos fundamentais, transformando-a num conceito operatório do pensamento, as artes permitem descrever a “vida póstuma” das formas da cultura e das manifestações artísticas. Relembro, Walter Benjamin e o seu conceito de “Rememoração”, como o próprio conceito de Aby Warburg, nomeadamente o de “Imagem Sobrevivente”, e aqui aparece uma outra componente, que se desdobra a partir daquela: a relação da imagem com a própria história e também a da memória que sobrevive nas imagens. Este artigo tem o intuito de analisar as quatro fotografias que foram realizadas pelos prisioneiros do campo de Auschwitz-Birkenau em risco de vida, os Sonderkommandos, mostrando que as imagens são a hipótese de reconstrução do testemunho.

Palavras-chave


Trans-Memória das Imagens. Imagem Sobrevivente. Sonderkommando

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-9126.2018v12n22p115

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E-ISSN: 2237-9126