De 1965 para cá: contando o tempo de Opalka na pintura e na fotografia
Resumo
Perseguimos o projeto do artista Roman Opalka por meio dos indícios de seu processo de criação, que se materializa em telas numericamente pintadas e fotografias diárias do seu rosto. Este artigo destaca a obra Opalka (1965/1-”) como expressão do tempo de caráter processual, contínuo e irreversível, diferenciando-a do tempo entrecruzado (o da mémoire involontaire), evidenciado por Marcel Proust. Cada quadro ou fotografia da obra corresponde ao tempo cronologicamente contado, repetido, persistente, e não favorável às interrupções ocasionais.
Palavras-chave
Roman Opalka; Pintura; Fotografia; Tempo; Memória.
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