Símbolos do inferno: imagens de lugar nenhum e de algum lugar

Ana Taís Martins Portanova Barros

Resumo


Este trabalho se debruça sobre as fotografias vencedoras do World Press Photo of the Year dos últimos 10 anos, tomando-as como manifestações imagéticas coletivas. As fotografias mostram violência e sofrimento, caos e destruição, simbolizando o inferno. Conclui-se que o imaginário contemporâneo ocidental, ao desequilibrar-se em direção a um regime acentuadamente heróico, agressivo, competitivo, cria, por outro lado, imagens eufemizantes em que a vida e a morte convergem para o feminino. Isso, no entanto,não impede que esse jogo de extremos seja recusado, negando-se o sentido figurado das imagens e sobrecarregando-as de sentido próprio, de modo a extinguir o trajeto antropológico no qual se dá a formação da imagem simbólica. Como resultado, tem-se o aniquilamento do jogo simbólico e o surgimento da pós-imagem.

Palavras-chave


Análise Fotográfica. Imaginário. Imagem Simbólica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-7939.2013v9n14p99



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