A construção imagética de um crime: análise das capas de revistas sobre o caso Isabella Nardoni

Andréa Gama Piana

Resumo


Desde nossos primórdios, a imagem esteve presente assumindo diferentes funções no tempo. Ao longo da história, as técnicas de produção e suportes se modificam e a imagem ganha um espaço cada vez maior a ponto de, em determinados momentos, substituir os próprios textos e direcionar a formação de opiniões. Assim objetivou-se analisar os elementos visuais presentes nas capas das revistas Veja, Isto É e Época, referentes ao caso Isabella Nardoni, anotando a significação da imagem para uma construção
de narrativas em torno dos fatos. O embasamento teórico e conceitual utilizado na realização das análises segue o pensamento de dois autores, sendo o primeiro Harry Pross que, através de sua teoria relacional dos signos busca por meio da interpretação dos eixos (dentro-fora, acima-abaixo, claroescuro), permite leituras visuais em diversos textos culturais. Outro autor que dá base para as análises é Ivan Bystrina, sendo este um dos principais pensadores da Semiótica da Cultura, e assim como Pross, também
compreende a percepção por eixos, ou polos, enfatizando que o negativo sempre acaba por atrair mais a atenção, destacando que essas características são baseadas em valores arcaicos ainda presentes no homem. Neste trabalho, foi possível perceber, por meio dos referencias expostos, elementos de significância para a construção visual da narrativa de um crime nas capas de revista.

Palavras-chave


Teses e Dissertações. Semiótica da Cultura. Significação. Revistas Jornalísticas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-7939.2012v8n12p255



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