Teoria das janelas fechadas e coculpabilidade: a fábula de Esopo na vida real

Valtecino Eufrásio Leal

Resumo


O que se propõe com este ensaio é demonstrar que a sociedade de riscos em que vivemos, de ambientes favoráveis à cisão e à estratificação social, formata extremos sociais entre seres excluídos que enxergam outros usufruir de bens e riquezas conquistadas por meritocracia. A partir de uma releitura de uma fábula de Esopo, teoriza-se, acerca de uma das vertentes da onda de crimes que permeia pelo Brasil, decorrente da inércia daqueles homens de bem que, situados em melhores pontos de partida, omitem-se e deixam de formatar ações inclusivas em favor de seres fragilizados e vulnerabilizados pela incapacidade de disputar lugares de realização na corrida neocapitalista. Ao final, sugere-se um quadro de colidência entre objetivos e ações institucionais, onde a omissão da coletividade, soma-se à ineficácia estatal para outorgar e dar cumprimento e efetivação à plena cidadania.


Palavras-chave


Crimes; Exclusão social; Justiça; Fábula; Janelas fechadas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1980-511X.2020v1n1p46

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