Segurança alimentar e revolução verde: questionamentos atuais acerca da luta contra a fome no plano internacional

Alex Sander Silva de Jesus, José Emílio Medauar Ommati

Resumo


Vigora no plano internacional o paradigma humanista da proteção da pessoa, a fim de resguardar sua dignidade. A aliança entre os países, de viés cooperativo, aponta para um reforço importante para que os direitos humanos se sobressaiam assim na realidade global. O direito à alimentação, de inegável caráter social, se constitui em importante baliza para a dignidade dos homens. A chamada segurança alimentar comporta-se como importante aliada, com o objetivo de qualificar o fundamental direito alimentar. A revolução verde surgiu, na verdade, com o frágil discurso de eliminação da fome no mundo, não significando, no entanto, necessariamente a observância à temática da segurança alimentar. O problema da fome é fundamentalmente político, que merece análise multifacetada, além de um olhar puramente de fomento à produção de alimentos. A cooperação entre os países é essencial nessa empreitada. Portanto, a partir de um olhar conjugado, conclui-se que a eliminação da classe dos famintos a nível global exige da comunidade internacional mais do que aumento da produção de alimentos, como pretendia a revolução verde, mas, sim, aliança fraterna entre os Estados, preocupação com a qualidade desses alimentos e o ataque sistemático à desigualdade social, geradora, no fundo, da própria fome entre os excluídos do mundo.

Palavras-chave


Direito à alimentação;Segurança alimentar; Revolução verde; Relações internacionais; Luta contra a fome.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1980-511X.2017v12n3p191

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