O ensino de literatura na educação do campo: possibilidades de diálogos com culturas e modos de vida

Sílvia Gomes de Santana Velloso

Resumo


Discute-se o ensino de literatura na Educação do Campo, especialmente, tendo em vista os diálogos culturais e identitários que o texto literário pode estabelecer com os sujeitos no processo de formação leitora[1]. O Campo, de acordo com Arroyo (2003), é constituído de uma potência identitária, ou seja, de sujeitos que possuem um perfil diverso: “trabalhadores, camponeses, mulheres, negros, povos indígenas, jovens, sem-teto... Sujeitos coletivos históricos, se mexendo, incomodando, resistindo. Em movimento” (ARROYO, 2003, p.33), a qual nega e repulsa qualquer proposta de ensino que se mostre homogênea e hierarquizante. Nesta perspectiva, espera-se que este texto contribua para se pensar no ensino de literatura como uma ação que deve ocorrer em intercâmbio com as experiências dos sujeitos sociais.

Palavras-chave


Literatura; Leitura; Ensino; Educação do campo.

Texto completo:

PDF HTML

Referências


AGAMBEN, Giorgio. Infância e história: destruição da experiência e origem da história. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.

ARROYO, Miguel G.. Pedagogia em movimento: o que temos a aprender dos Movimentos Sociais? In. Currículo sem Fronteiras, v.3, n.1, p. 28-49, Jan/Jun 2003.

CALDART, Roseli Salete. Por uma educação do campo: traços de uma identidade em construção. In. KOLLING, Edgard Jorge; CERIOLI, Paulo Ricardo (Org.). Educação do Campo: identidades e políticas públicas. Brasília: articulação nacional por uma educação do campo, 2002.

COSSON, Rildo. Letramento Literário: teoria e prática. São Paulo: contexto, 2009.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Kafka: Por uma literatura menor. 1ª Edição. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. Tradução: Cíntia Vieira da Silva.

FOUCAULT, Michel. As palavras e as Coisas. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Tradução de Salma Tannus Muchail.

HALL, Stuart. Da diáspora: identidade e mediações culturais. Tradução Adelaine La Guardia Resende. Belo Horizonte: UFMG, 2003.

J. GUINSBURG (Org.). A República de Platão. Tradução de J. Guinsburg. 2ª Edição. São Paulo: Perspectiva, 2014.

LIMEIRA, José Carlos. Negro homem, negra poesia. Disponível em http://pensador.uol.com.br/frase/NTI5NzM3/ Acesso em 12 de fev. 2015.

LIMA, Luiz Costa. Mímesis: Desafio ao pensamento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

LIMA, Jorge de. http://www.jornaldepoesia.jor.br/jorge.html#essanegra.

MARTINS, Leda. Performances do tempo espiralar. In. Performance, exílio e fronteira. Ravetti, Graciela; Arbex, Márcia (Org.). Belo Horizonte:UFMG,2002.

NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência (tradução de Paulo César de Souza). São Paulo: Companhia das Letras, 1ª ed. 2001.

RAVETTI, Graciela; ARBEX, Márcia. Performance, exílio e fronteira (Org.). Belo Horizonte: UFMG,2002.

SAMPAIO, Alessandra. Relutância. In_ Cadernos negros: poemas afro-brasileiros. São Paulo: Quilombhoje, 2016.

SILVEIRA, Oliveira. Outra nega Fulô. In_ Cadernos negros, v. 11. São Paulo: Quilombhoje: 1988.

SOBRAL, Cristiane. Não vou mais lavar os pratos. 2013. Disponível em: https://www.geledes.org.br/nao-vou-mais-lavar-os-pratos-poesia-de-cristiane-sobral/ acesso em 30 de Jul. 2018, às 23h00.

SODRÉ, M. Pensar Nagô. Petrópolis: Vozes, 2017.

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a “literatura” medieval. Tradução Amálio Pinheiro e Jerusa pires Ferreira. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Boitatá
E-ISSN: 1980-4504
Universidade Estadual de Londrina
E-mail: boitata@uel.br
Telefone: (43) 33714428