Cortar a cidade com os pés: sobre travessias em paisagens brasileiras

Verônica Veloso, Paulina Maria Caon

Resumo


No presente texto, discutimos o ato de caminhar como um princípio e um fim, podendo se configurar como uma ação performativa que se encerra nela mesma. A noção de travessia será apresentada em oposição à de deriva, servindo-se da análise de duas travessias: uma em São Paulo e outra em Uberlândia, realizadas por grupos de artistas relacionados a uma pesquisa comum. A travessia de um território promove a dissolução das fronteiras entre arte e realidade, entre visível e invisível, entre ver e fazer, reconfigurando a função do artista e o modo de usar a arte. Cria-se uma poética na qual arte e política são indissociáveis. Trata-se de uma ação que visa (re)cortar territórios em diferentes eixos, ressignificando seus usos e instaurando uma espécie de acontecimento na cidade. Geralmente, tal ação resulta em outras materialidades (relatos, fotos, vídeos e desenhos) que se apresentam para espectadores ausentes, como rastros ou vestígios dessa intervenção no tecido urbano. Em nossa reflexão, interessa perceber travessias como formas de subverter, de inverter perspectivas de ocupação da cidade, sublinhando como potência e papel do artista a invenção de outros sentidos para hábitos e mundos já constituídos.
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Travessia. Deriva. Contexto urbano. Experiência Corporal.

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