Peias e espartilhos: sátira popular à moda francesa na Primeira República

Francisco Cláudio Alves Marques, Esequiel Gomes da Silva

Resumo


Nas primeiras décadas da República, as ruas das principais capitais brasileiras, sobretudo do Rio de Janeiro e do Recife, reurbanizadas nos moldes da Paris haussmanniana e bafejadas pela febre de cosmopolitismo que investia a Europa, ofereciam-se às mulheres como passarelas onde podiam exibir seus modelos imitados ou importados, principalmente de Paris. A iconografia e os anúncios veiculados pelas revistas e periódicos ilustrados da época, como o Almanach de Pernambuco e a revista Kosmos, por exemplo, configuram-se testemunhos da maciça presença de franceses no Rio e em Recife, proprietários de lojas e maisons interessados em atender às exigências do público republicano. Apesar da forte adesão dos brasileiros aos modelos de sociabilidade importados da Europa, as classes menos favorecida, por meio da literatura popular, manifestava certa resistência a essas mudanças nos costumes e na indumentária, principalmente no Nordeste, onde ainda reinava resquícios da mentalidade e da moral católica e patriarcal.


Palavras-chave


Sátira; Literatura de Cordel; Leandro Gomes de Barros; Moda Francesa; Primeira República.

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