Falando as Línguas da Mata: narrativas orais em cosmologias amazônicas

Jerônimo da Silva e Silva

Resumo


Acompanhando memórias em oralidades de rezadeiras que migraram do nordeste brasileiro na década de 1950 para a microrregião bragantina, no Estado do Pará, apresento neste artigo como dona Ângela, conhecida também como “Maria Espírita” ou “Maria Pajé”, descreve sua história familiar, experiência migratória e consolidação do dom de rezar e outros ofícios mágicos terapêuticos através de “sequestros” realizados por encantarias de águas e florestas, transe e comunicação com entidades em “línguas da mata” e desenvolvimento da capacidade de “domar” seres incorpóreos mediante ensinamentos de “padre rezador-exorcista”. Para visualizar dinâmicas de memórias e oralidades e enfatizar singularidades na arte de compartilhar experiências com seus iguais em cosmologias no entre lugar Pará-Piauí adotei postulados da Antropologia das Religiões, Estudos Culturais Britânicos e metodologia da História Oral.

Palavras-chave


Memória; Oralidade; Rezadeiras.

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Boitatá
E-ISSN: 1980-4504
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