O marco: uma tradição que se refaz

Luciany Aparecida Alves Santos

Resumo


O marco faz parte de uma tradição poética da literatura de cordel que se iniciou na oralidade com as cantorias e só depois se inseriu na escrita dos folhetos. O presente trabalho objetiva analisar e comparar dois folhetos O Marco Brasileiro de Leandro Gomes de Barros, poeta do final do século XIX, referência na historiografia da literatura de cordel brasileira e O Marco feito a Maxado Nordestino de Franklin Maxado, poeta aspirante a cordelista no período da escrita deste poema na década de 1970. Estabelecer paralelos entre a escrita desses dois escritores é estratégia para observarmos como a tradição da literatura de cordel brasileira se reafirma e se refaz. Para este estudo compreendemos a literatura de cordel como arte dinâmica e viva que se relaciona com o presente e que a partir dele (re)constrói seu passado e funda uma tradição.


Palavras-chave


Literatura de cordel; Marco; Leandro Gomes de Barros; Franklin Maxado

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Boitatá
E-ISSN: 1980-4504
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